Empresa que detém direitos da marca Gina pode acionar juridicamente a fanpage "Gina Indelicada"


Em menos de 10 dias, a fanpage Gina Indelicada se tornou um fenômeno na web, atingindo um patamar de popularidade de dar inveja a qualquer agência de marketing: rompeu a barreira de 1 milhão de fãs e continua crescendo a passadas largas, graças ao meme criado por um estudante de publicidade de 19 anos.
A ousadia do jovem, que não quer ter seu nome revelado, associada a uma marca que já atravessou, inalterada, várias gerações de brasileiros, são apenas dois elementos que compõem a fórmula desse sucesso. O meme simula uma conversa no próprio Facebook onde a modelo que estampa a caixa de palitos, Zofia Burke (não, o nome dela não é Gina), responde com sarcasmo as perguntas dos fãs. AoTechTudo, o estudante de publicidade afirmou que o sucesso da ideia foi quase instantâneo.
Mas a festa pode estar com os dias contados. Representantes da empresa que detém a marca, Rela Gina, não ficaram nem um pouco satisfeitos com o uso que está sendo feito da imagem, e estão dispostos a brigar na Justiça para tirar a fanpage do ar e reaver possíveis prejuízos.
(imagens: reprodução/Gina Indelicada)


Em entrevista à Época Negócios, o presidente da companhia, Luiz Carlos Rela, disse que ficou surpreso. No intervalo de uma viagem que o executivo fez ao exterior, a marca da sua empresa foi achincalhada. "Vamos ter que acionar o departamento jurídico para ver o que será feito", afirmou.

Segundo Alfredo Rela Neto, presidente do conselho de administração da companhia, o uso que está sendo feito da marca, que é patenteada, tem fins comerciais. Desde camisetas até possíveis postagens patrocinadas estariam pegando carona da onda da marca alheia, o que configura utilização irregular da marca. Se a briga for para a Justiça, o publicitário poderá ter de ressarcir a Rela Gina, caso seja decidido que a marca foi prejudicada de alguma forma.
O jovem ainda não respondeu às solicitações da reportagem da Época Negócios nem dos advogados da companhia supostamente lesada. De acordo com o especialista em branding Marcos Hiller, que também é colunista do Portal Administradores, utilizar uma marca alheia para quaisquer fins é, no mínimo, inadequado.
Você acha que um viral, mesmo ocorrendo de maneira não planejada, pode ser uma coisa boa para a marca? Ou os diretores da Rela Gina estão indo no caminho contrário às tendências? Deixe sua opinião nos comentários. 

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